Fernando Morais
Nasceu em 1946 em Mariana, Minas Gerais. Começou no jornalismo aos quinze anos, em 1961. Aos 18 anos mudou-se para São Paulo, onde trabalhou nas redações do Jornal da Tarde, Revista Veja, Visão, Folha de S. Paulo, TV Cultura e portal IG. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. Foi deputado estadual durante oito anos e Secretário de Cultura (1988-1991) e de Educação (1991-1993) do Estado de São Paulo, nos governos Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho.
Seu primeiro livro foi em 1976, A Ilha, relato de uma viagem a Cuba, o primeiro feito por um brasileiro. Dedicou-se então integralmente à literatura e à pesquisa para a publicação de biografias e reportagens que venderam mais de dois milhões de exemplares no Brasil e em outros países, tornando-se um dos escritores brasileiros mais lidos de todos os tempos. Em 2003, tentou uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado por Marco Maciel, ex-Senador e ex-Vice Presidente da República.
Em 2005, um juiz de Goiânia determinou, a pedido do Deputado Ronaldo Caiado, a busca e apreensão de edições de seu livro Na toca dos leões. Neste livro, em que conta a trajetória da empresa de publicidade W/Brasil, Morais refere-se de passagem a uma declaração de Caiado, quando candidato a Presidente da República, de que, se eleito, mandaria esterilizar todas as mulheres nordestinas. Sob a alegação de serem falsas tais afirmações, Caiado obteve a apreensão judicial da obra e uma ordem para que a decisão judicial não fosse comentada, sob pena de o escritor ter que pagar R$ 5 mil de multa a cada vez que falasse do assunto. A decisão, favorável ao deputado, foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Atualmente trabalha na biografia do escritor Paulo Coelho e outros dois projetos polêmicos: a biografia do político baiano Antônio Carlos Magalhães e um livro em que o ex-Ministro José Dirceu narra sua passagem pelo Governo Lula.